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24 Dezembro 2009

Feliz Natal 2009

"O Natal ou Dia de Natal é um feriado comemorado anualmente a 25 de Dezembro, que celebra o nascimento de Jesus de Nazaré.
A data de comemoração do Natal não é conhecida como o aniversário real de Jesus e pode ter sido inicialmente escolhida para corresponder com qualquer festival histórico Romano ou com o solstício de Inverno.
O Natal é o centro dos feriados de fim de ano (...), sendo, no Cristianismo, o marco inicial do Ciclo do Natal que dura doze dias.
Embora tradicionalmente seja um feriado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos, sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares".
Votos de Feliz Natal a todos os que visitam a nossa Mesa Redonda.
(fonte: wikipédia)

23 Dezembro 2009

As "prendas" de Natal de Júlio & Companhia

Na última reunião da Câmara Municipal de Lagos, que se realizou no passado dia 16 de Dezembro, foram aprovados pelos cinco eleitos do Partido Socialista a esse órgão do Poder Local os seguintes aumentos dos preços de abastecimento de água, saneamento e resíduos sólidos urbanos para 2010 (actualização das tarifas em três anos com uma recuperação progressiva de cobertura dos custos de exploração):
*Agua=5%
*Saneamento=17%
*Resíduos sólidos urbanos=23%
(confirmar aqui)
Todos os indicadores apontam para que em 2010 a Taxa de Inflação prevista para Portugal se situe no intervalo entre 1,3% a 1,7%. Mas, cá em Lagos, a rapaziada do PS decidiu “castigar” os lacobrigenses com aumentos de preços (pomposamente chamam-lhe actualizações...) substancialmente superiores!
Claro que se percebe o que está na base desta decisão política: esbanjou-se dinheiro à parva em obras faraónicas e sem sentido e agora alguém terá que pagar a crise. Quem? O zé povinho (parvinho) lacobrigense, pois claro... O zé povinho, todo o zé povinho, o que votou no amigalhaço e bondoso Julinho mas também aquele que não o fez e que alertou para atempadamente para os inúmeros erros de gestão do PS na Câmara de Lagos.
Com ricas prendas destas é caso para se interrogar: quem é amiguinho, quem é?

22 Dezembro 2009

Mais um atentado ambiental, em Lagos

Foi recordado aqui, no passado domingo, que a Câmara Municipal de Lagos foi distinguida com o 3º Prémio no Concurso Nacional de Actividades de Educação Ambiental do Programa Bandeira Azul.
Mas também se acrescentou então que, por exemplo, na Meia Praia a educação ambiental aparece nos acessos vergonhosos e com o cartão de visita na antiga estação da CP onde habitam os sem-abrigo.
Mas já anteriormente (7 de Dezembro) se tinham pedido aqui explicações quanto ao que se passa com o enorme aterro que está a ser feito na Meia Praia, junto às dunas. Neste local foi fechado o acesso à praia pela Rua Fernão Vilarinho (perto do antigo Jardim das Dunas/Flintstones) e ninguém em Lagos fala deste caso, verdadeiramente escandaloso de privatização de acesso ao domínio público marítimo, destruição do cordão dunar, aterro de zonas húmidas, etc, como bem notou um visitante da nossa Mesa Redonda.
Ou seja, e recapitulando: a Câmara de Lagos foi distinguida com um prémio no Concurso Nacional de Actividades de Educação Ambiental do Programa Bandeira Azul, ao mesmo tempo que numa das praias onde esse galardão ambiental foi hasteado permite a destruição do meio ambiente e do património natural?
Muito mal vai Portugal... Mas mau demais é a maneira como se podem descrever os atentados ambientais que se aceitam e se praticam cá em Lagos...
(clicar na imagem para aumentar)

21 Dezembro 2009

Autista e Palhaço (abaixo o politicamente correcto!)

As recentes declarações de Maria José Nogueira Pinto, deputada independente eleita pelo PSD à Assembleia da República, que chamou “palhaço” a um colega eleito pelo PS na Comissão Parlamentar de Saúde, provocaram alguma agitação no nosso país.
Algumas vozes (de pessoas armadas em virgens púdicas defensoras do politicamente correcto) disseram que a expressão usada -“palhaço”- foi forte demais e despropositada. Houve até quem opinasse no fórum da Antena 1 que isso representava uma ofensa para a nobre classe dos “palhaços”, que nos diverte muito nos circos. Já anteriormente, dizer que um político ou o seu governo era “autista” também foi mal aceite. E hoje esta expressão está erradicada da linguagem “politicamente correcta”.
Só que...
Se um político não escuta os seus concidadãos como se poderá classificar? Se não promove o Orçamento Participativo como havia prometido publicamente ou se fez tábua rasa das opiniões que recolheu sobre a alegada requalificação da Frente Ribeirinha não será ele “autista”? E não poderá ser apelidado como tal?
Se um político gasta despudoradamente o dinheiro público em obras faraónicas, como deveria ser qualificado? Se cria Empresas Municipais que são um enorme buraco económico-financeiro como deveria ser qualificado? Se promove alguns “amigalhaços” incompetentes a cargos de responsabilidade, como deveria ser qualificado ? Se faz um ajuste directo de mais de 500 mil euros numa obra mal concebida e é multado pelo Tribunal de Contas, como deveria ser qualificado? Se vê o mesmo Tribunal recusar o Visto para obras de parques de estacionamento subterrâneo como deveria ser qualificado? Se... Se... Se... Se... Não poderá esse político ser chamado “palhaço”, porquê? Ao fim e ao cabo, isto não é tudo uma grande “palhaçada” da qual somos os infelizes, tristes e miseráveis espectadores?

20 Dezembro 2009

Usos e abusos do ambiente

Pode ler-se no sítio oficial da CM Lagos e também em vários jornais regionais que a autarquia lacobrigense foi no dia 3 de Dezembro, distinguida com o 3º Prémio no Concurso Nacional de Actividades de Educação Ambiental do Programa Bandeira Azul.
A Câmara de Lagos, que todos os anos se associa a esta “causa”, participou neste concurso com uma das semanas temáticas que decorreu no Verão, sob o lema “Energia é Boa Onda”, em que as actividades foram centradas no tema das energias alternativas.
Boa onda? Ora essa, e com que então energias alternativas e educação ambiental?
Lá que hastearam a bandeira azul nalgumas praias, isso é verdade, sim senhores. Por exemplo, na Meia Praia a educação ambiental aparece nos acessos vergonhosos e com o cartão de visita na antiga estação da CP onde habitam os sem-abrigo.
No Porto de Mós onde continuam as aulas de educação ambiental com descargas poluentes e uma inundação que rebentou muro de vergonha, sem esquecer todos os mamarrachos envolventes.
E ainda a praia Dona Ana com as arribas a assinalarem perigo de morte e as trapalhadas nos trabalhos de alimentação artificial.
Quanto às energias alternativas, aí é que a porca torce o rabo. Que belos exemplos dá a Câmara de Lagos: um complexo desportivo mal parido sem painéis solares, e para evidenciar uma perfeita educação ambiental, temos a mais emblemática obra do século XXI, a rebentar de luz artificial e ar condicionado que custam milhões e gastam a saúde dos trabalhadores. Mas que "rica" educação ambiental...
Lagos deve ganhar o prémio nacional dos municípios que mais contribuem na catástrofe das alterações climáticas. Produz o efeito de estufa, liberta os poluentes e abate zonas verdes para dar lugar ao cimento.
Mas o engraçado é que certos pacóvios desta terra rejubilam por qualquer coisinha mal acabada, quando Portimão recebe na mesma altura o prémio Museu do Ano 2010 do Conselho da Europa. Trata-se do segundo equipamento nacional a receber a distinção, em mais de 30 anos de história deste honroso galardão da Europa. Prémio resultante da relevância dos temas que têm inspirado as exposições apresentadas e pelo programa educacional em benefício da comunidade local, que vem caracterizando este equipamento, com destaque para a exposição permanente “Portimão – Território e Identidade”, que traça a interacção do homem com o meio ambiente durante um período de cinco milénios.
Aconselha-se a classe política de Lagos a aproveitar as frequentes visitas a Portimão para compras e idas ao cinema, que espreitem também o Museu de Portimão e refresquem as ideias.
Quanto ao varredor do ambiente (o mister Marretas), veja lá se controla a recolha de lixo, trate de resolver os problemas dos esgotos, as descargas na Ribeira de Bensafrim, que a gente depois dá-lhe um certificado de aproveitamento na varredura.
E ainda pode ganhar o prémio SIC, porque em Lagos são tantas as asneiras e casos caricatos, que o programa “Nós por Cá” não tem mãos a medir. Um galardão inédito para o concelho português com maior número de reportagens.

19 Dezembro 2009

E já tresanda à hipocrisia natalícia

Todos os anos é a mesma coisa: sabemos que estamos prestes a celebrar o Natal não pelas iluminações da época, não pela suposta alegria na cara das pessoas no seu afã consumista dos que ainda têm algum dinheiro para compras em altura de mais uma crise do sistema capitalista, mas por que os operadores nacionais generalistas de televisão tratam de nos fazer recordar esta época de uma forma muito peculiar.
Curiosamente, todos os anos, usam o mesmo expediente e as mesmas reportagens, para após a época natalícia não voltarem ao tema das pessoas que vivem sem-abrigo, ou que só têm comida na “sopa dos pobres”. Isto para não se falar das infindáveis reportagens sobre o Pai Natal (Quem? Desde quando o Pai Natal é tradição portuguesa?), ou a dura vida das renas (em especial do escravizado Rudolfo de nariz vermelho) nas frias terras da Lapónia.
A Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana lá vai distribuindo umas “migalhas”, um bodo, pelos mais carenciados, isto enquanto nos preparamos para ver o fausto do ouro na Missa do Galo, em Roma, que presumivelmente irá ser transmitida pelo serviço público de televisão, pago pelo dinheiro de todos nós, católicos e não católicos (entre os quais se inclui o que fala agora nesta esplanada de liberdade) ou, no mínimo, à mensagem de Natal do Cardeal Patriarca de Lisboa (só para não olvidarmos o miserável Cerejeira, de má memória, nos tempos do fascismo, na sua mensagem de Natal na RTP).
É indiscutível que a Câmara Municipal de Lagos tem exercido uma acção significativa de ajuda aos mais carenciados do nosso município. Saber os critérios que nortearam tal apoio já é um outro “departamento”, um outro “mistério de Lagos”...
Contudo, não podemos perder de vista o conhecido provérbio chinês que reza mais ou menos assim: “Se quiseres matar a fome de alguém dá-lhe um peixe. Mas, se quiseres que ele nunca mais passe fome, ensina-o a pescar.” Ou então, “Se vires um homem com fome não lhe dês um peixe, ensina-o a pescar”, noutra versão.
É aqui, é mesmo aqui, no lixo que as televisões nos impingem, nas migalhas que a Igreja Católica distribui, na ausência de uma política clara de “ensinar a pescar” do poder político central ou local que reside a hipocrisia da época em que vivemos. E já tresanda à hipocrisia natalícia...
Manuel Tiago

18 Dezembro 2009

Faces ocultas em crises desiguais (gato escondido..)

O fantasma da crise não dorme nem deixa sossegar o mundo. Mas ela, a crise, pois claro, também veio revelar faces ocultas, há muito sob suspeição, mas que agora estão aí na praça pública. E os seus actores principais escudam-se atrás da política.
Veja-se, por exemplo, que em 2008, ano em que vários bancos abriram falência no mundo, cada gestor da Banca portuguesa ganhou em média 698 081 euros, mais 13%. Ora bem, afinal temos crises desiguais. A pobreza sobe e o desemprego aumenta, mas certos actores engordam que se fartam, sob as graças dos nossos governantes.
Trapalhadas ao desbarato, repetidos focos de corrupção com a classe política de cabeça metida num polvo de negociatas. Com a justiça à deriva e o povo a naufragar.
Coitado do Sócrates, sempre na berlinda, que coincidências, azar, feitiço, mas que atracção fatal à corrupção. E ainda há quem diga que é um assassinato de carácter ou espionagem política. Nem vale a pena descriminar os episódios desgraçados que envolvem o primeiro-ministro português. Basta avivar a mais recente conclusão da Comissão Europeia, que já não tem dúvidas de que o processo de adjudicação directa dos computadores Magalhães à JP Sá Couto constitui uma infracção ao direito comunitário do mercado interno e já o fez saber ao (des)Governo nacional.
Esta convicção significa que se Lisboa não apresentar rapidamente argumentos novos e pertinentes para justificar a sua opção, Bruxelas imporá uma alteração ao quadro legal que rege o fornecimento do Magalhães e serviços associados, se necessário através da apresentação de uma queixa ao Tribunal de Justiça da União Europeia (UE). É a vida... acontece aos governantes...
Vejam lá que até o antigo Primeiro-Ministro britânico, Tony Blair, pode vir a tornar-se um dos mais ricos governantes de sempre no Reino Unido. Desde que abandonou o poder, em 2007, Blair já recebeu milhões de libras, canalizados para uma estrutura semi-secreta - pensada para fugir ao fisco, admite o jornal The Guardian. Quando abandonou o cargo, Tony Blair começou a juntar uma fortuna, proveniente de fontes nem sempre claras.
Jogos de politiquices, tipo Durão Barroso, Guterres, Jorge Coelho e outros antigos governantes portugueses com destaque para os delfins de Cavaco Silva, que saem da política para altos cargos na banca e em grandes empresas, fazem fortunas e alinham nos esquemas de corrupção.
Então, e por aqui, acham que os actores da política lacobrigense têm faces ocultas, que a corrupção está bem viva da silva e que existem fortunas secretas?
Ora bem, toca a investigar, porque há gato escondido com o rabo de fora.
Já agora, que o Natal bate à porta e com a crise entontecida, sabiam que Sócrates vem a Lagos no dia 19 de Dezembro, a convite de Júlio Barroso?
É verdade, a surpresa é um espectáculo Infantil “Pinóquio”, a realizar no Pavilhão Municipal da derrapagem penalizada pelo Tribunal de Contas (hi hi hi).
Qual crise, em Lagos, ela só existe porque a Câmara está falida, as principais instituições locais dominadas e subvertidas por comissários políticos, porque as negociatas engordam, porque a cidade está descaracterizada. Enfim, só se safam eles mesmos, sim, os donos do poder em Lagos que acumulam fortunas e falseiam os lacobrigenses.
São faces ocultas em crises desiguais.

17 Dezembro 2009

A Comissão da (des)Protecção Civil

Já tomou posse há dias a nova Comissão Municipal de Protecção Civil de Lagos. Segundo informação da autarquia, o primeiro assunto que terá de tratar será o da elaboração do novo Plano Municipal de Emergência.
Esclarece a edilidade que “As comissões municipais de protecção civil (CMPC) têm como objectivo accionar a elaboração do plano municipal de emergência, remetê-lo para aprovação pela Comissão Nacional de Protecção Civil e acompanhar a sua execução; acompanhar as políticas directamente ligadas ao sistema de protecção civil que sejam desenvolvidas por agentes públicos, assim como determinar o accionamento dos planos, quando tal se justifique”.
Muito bem! Então o primeiro assunto a tratar pela Comissão da (des)Protecção Civil será a elaboração do novo Plano Municipal de Emergência? E o que é isso quer dizer, hein? Que já havia um Plano Municipal de Emergência no nosso município? Mas se sim, qual a razão por que não era conhecido da generalidade dos cidadãos? Não deveriam estes estar informados de quais os procedimentos a serem seguidos em caso de se verificar alguma emergência?
Por exemplo: caso haja um terramoto com a magnitude do verificado em 1755 (e o banco de Gorringe aqui tão perto...), seguido de maremoto, o que poderia acontecer à nossa cidade? E aqueles que escapassem a tal calamidade o que deveriam fazer? Para onde se deveriam dirigir? Como?
E mais o seguinte: uma vez que Polícia(s), Guarda Nacional Republicana, os Sistemas de Autoridade Marítima e Aeronáutica e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e os Bombeiros não dispõem de meios de comunicação a funcionar nas mesmas frequências (tanto quanto sabemos, mas que nos corrijam se estivermos mal informados), como se processa a coordenação de meios materiais e humanos no terreno? Ora, isso deverá ser feito através da tal (des)Protecção Civil de Lagos, que funciona junto aos quartel dos bombeiros. Neste caso, está-se mesmo a ver a (má) qualidade operacional que os lacobrigeneses devem esperar em caso de ocorrer alguma calamidade.
Por último: se há a necessidade de se elaborar um novo Plano Municipal de Emergência, quais seriam as lacunas do antigo? E o que é que os irresponsáveis da (des)protecção Civil (que é presidida nada mais nada menos pelo senhor presidente da Câmara Municipal de Lagos) têm andado a fazer nos últimos anos quanto a esta matéria? Nada, nada vezes nada, pelos vistos... Nada, como já é habitual, pois claro, e temos afirmado repetidamente...

16 Dezembro 2009

A nossa prenda de Natal

O aparecimento de blogues e a forma como cresceram e se massificaram é um fenómeno relativamente recente.
Segundo declarações de Paula Oliveira, autora do livro “Blogo, Logo Existo” ao jornal Correio da Manhã “Várias investigações começaram nos blogues, como o caso da licenciatura do primeiro-ministro José Sócrates”. E acrescentou a escritora que "Neste momento, é na blogosfera que se discute política a sério e nunca como hoje se discutiu tanta política".
Na opinião de Miguel Esteves Cardoso, "os blogues estão muito à frente da imprensa, porque não estão comprometidos. É a melhor coisa do século XX."
O nosso blogue Mesa Redonda foi criado em 27 de Outubro de 2006 e desde então já publicou mais de 1.150 postagens e teve cerca de 346 mil page views.
Sabemos que são muitas as pessoas que não apreciam o que aqui se escreve (principalmente a rapaziada nada democrática do PS).
Sabemos que prefeririam que certas situações muito graves não fossem tornadas públicas aqui.
Sabemos que essas pessoas tudo fizeram para calar a comunicação social local que dava a palavra a todos os intervenientes políticos e que apresentava outros pontos de vista que não o dos interesses de quem está actualmente no Poder. Sabemos que conseguiram silenciar alguns e corromper outros (casos do projecto de padre e do descabelado esquizofrénico e sinistro personagem).
Sabemos que tudo fazem para tentar descredibilizar a Mesa Redonda. Mas, infelizmente para elas, até hoje nunca conseguiram produzir nenhum comentário que demonstrasse a inverdade das nossas postagens. E, assim, são elas que surgem aqui sem qualquer credibilidade... Para mais, nunca mandaram nenhum texto para ser publicado, podendo fazê-lo com toda a liberdade.
Agora decidimos dar mais um passo para que se possa discutir Lagos de outra forma diferente e com outras “ferramentas” que não existem nos blogues: criámos um Fórum sobre Lagos.
Convidamos à visita e à participação de todos AQUI!
Esta é a nossa prenda de Natal!

15 Dezembro 2009

Para memória futura (II)

Não há muitos dias, foi dito aqui que a esplanada de liberdade que é a Mesa Redonda se tinha mudado para a recém-inaugurada Praça do Pelourinho e Jardim da Constituição.
Poderá parecer a alguns (nomeadamente aos tristes “entachados” do PS e que são conhecidos de todos) que voltar a esta questão resulta da falta de assuntos mais importantes e que são merecedores de discussão, em Lagos. Mas, infelizmente, não o é! O facto é que a alegada “requalificação da frente ribeirinha de Lagos” não foi democraticamente debatida por altura da apresentação do projecto e que, mesmo assim, as sugestões feitas na altura acabaram por ser usadas pelo “independente” Barroso como se de papel higiénico se tratasse.
Hoje, este “monstro” mal parido está à vista de todos e custa calar a revolta de se saber que a nossa autarquia gastou uma verba considerável nesta suposta “requalificação”, sendo que o seu resultado é confrangedor, no mínimo.
Na imagem que hoje partilhamos, e que poderá servir de memória futura para quem o desejar, pode ver-se o antigo bloco operatório do Hospital Distrital de Lagos e a janela de onde segundo a tradição local, no século XVI (Verão de 1578), el-rei D. Sebastião assistiu ao embarque da sua força militar que acabou derrotada em Alcácer-Quibir (aliás, deve ser por essa razão que existe a sua evocação em painel fronteiro, não será assim?).
Quando começaram os trabalhos neste local, e segundo anedótica nota de imprensa da Câmara de Lagos, o cais da ribeira do séc. XVII foi aqui descoberto. Como?!! O cais da ribeira do século XVII onde D. Sebastião terá partido para Alcácer-Quibir em 1578, no século XVI? Ou será que o cais ainda estava para nascer nessa altura e o rei português e as suas tropas terão embarcado de helicóptero? Quem sabe... quem sabe...
Hoje, o cais do século XVII (!!!) está à vista de todos, embora deva ser necessário consumir-se uma dose substancial de LSD (dietilamida do ácido lisérgico) ou de outro potente alucinogénico para que alguém consiga perceber que “aquilo” foi um cais, algum dia. Muito LSD para se entender qual a sua importância no contexto da história de Portugal! Muito LSD para alguém “ver” o “cais” do século XVII dos arqueólogos, esse “cais” de onde D. Sebastião partiu para se fazer matar no século XVI. O “cais”, esse “cais” onde poderão ter sido desembarcados escravos. O “cais”, esse mesmo “cais” onde terá sido descarregado o peixe que alimentou lacobrigenses e impulsionou a indústria conserveira.
O facto é que a actual distância ao mar impede-o, de todo! E que aquelas “pedras” hoje não fazem qualquer sentido neste espaço. Por conseguinte, a ideia de o pôr à vista deve ser das mais infelizes a que se assistiu na nossa cidade.
Só mais uma nota para acrescentar o seguinte: a fachada lateral da Igreja de Santa Maria, junto à Casa da Dízima (construção do séc. XVII), ostenta orgulhosamente dois aparelhos de ar condicionado. Esses devem lá estar para fazerem “conjunto modernaço” com os helicópteros que D. Sebastião e as suas tropas utilizaram para embarcar rumo a África...
Voltaremos à análise a esta suposta requalificação da frente ribeirinha de Lagos nos próximos dias. E fá-lo-emos em nome da memória futura, pois a história há-de julgar aqueles que promovem e promoveram a destruição de Lagos... Basta esperar o Julgamento... Temos tempo...